| O SALÃO
- ANO A ANO
1974
- 1° Salão contou com o apoio do cartunista
Zélio Alves Pinto, o qual convocou os amigos:
Millôr Fernandes, Ziraldo, Fortuna, Jaguar, Ciça,
Alcy e outros colaboradores e editores de O Pasquim,
do Rio de Janeiro. Juntos, eles deram a força
necessária para o primeiro impulso.
1975
- A vinda do artista Claude Moliterne da editora Dargand
para uma palestra sobre "A Evolução
do Desenho de Expressão Francesa", a convite
do cartunista Zélio, foi um passo decisivo para
que o evento ganhasse destaque internacional.
1976
- As participações de Dickinson, editor
da Revista Punch, da Inglaterra; Aragonês, da
revista MAD e Sábat, do Jornal La Nácion,
da Argentina, confirmaram a importância do evento
em nível internacional. Outro destaque especial
do 3° Salão foi a presença de Pietro
Maria Bardi, representante do Museu de Arte de São
Paulo (MASP).
1977
- A participação especial de Henfil foi
destaque da quarta edição do evento, que
passou a contar com o apoio da Secretaria de Cultura,
Ciência e Tecnológica do Governo do Estado
de São Paulo.
1978
- Um dos destaques deste ano foi o lançamento
do selo comemorativo do 5° Salão Internacional
de Humor de Piracicaba pelos Correios do Brasil. Millôr
Fernandes recebeu homenagem especial.
1979
- A exposição de cartazes de Saul Steiberg,
com capas das revistas New York Times, realizada com
a colaboração da Agência de Comunicação
do Consulado dos Estados Unidos, foi uma das atrações
do 6° Salão. O evento trouxe ainda uma mostra
retrospectiva da "História em quadrinhos
no Brasil" e do Humor Sindical. O acervo do Salão
foi também exibido em Curitiba.
1980
- Durante o evento, foram exibidos trabalhos de desenho
animado e de cinema de animação. A mulher
foi o principal tema do 7° Salão.
1981
- A inauguração da sala de cinema Grande
Otello, com a presença do ator durante a exibição
do filme "Macunaima", foi o grande momento
do evento. Neste ano, o Salão contou com apoio
da Rede Globo, Banespa e Revista Careta.
1982
- O 9° Salão exibiu a exposição
"30 anos de cartazes de Ziraldo", com a presença
de Luís Fernando Veríssimo, Jaguar e Fortuna.
1983
- O 10° Salão promoveu um debate com o tema
"O Humor e as Novas Gerações",
com as participações de Angeli, Zélio,
Glauco e Verissimo.
1984
- Os lançamentos dos livros "Chiclete com
Banana", de Angeli e "Não tenho mais
palavras" de Chico Caruso foram as atrações
do 11° Salão, ao lado da exposição
de trabalhos de Miguel Paiva para a revista Isto É.
Foi realizado também o espetáculo "Um
só" com Chico Anysio.
1985
- A mostra internacional da revista Linus, Editora Milano
e Agência Queops, da Itália, foi a atração
do 12° Salão. O evento contou com o apoio
da VARIG e Imprensa Oficial do Estado de São
Paulo.
1986
- A exposição "Bar Brasil",
de Paulo Caruso e um show com Jô Soares abriram
o 13° Salão. Uma das novidades deste ano
foi a contratação dos artistas premiados
pelas revistas Isto É e Goumert Internacional.
1987
- Os temas predominantes do 14° Salão foram
a "AIDS" e a "Constituinte". O show
"Cem Anos de Corrupção", com
Paulo e Chico Caruso, Luis Fernando Verissimo atraiu
o público para o Teatro.
1988
- A mostra internacional da Revista Guambia, do Uruguai
e o show com Chico Anysio, Sérgio Rabelo e Ary
Toledo foram os destaques do 15° Salão.
1989
- A mostra "20 anos de Pasquim", "Humor
na Publicidade" e "Amigo da Onça"
de Pericles, foram os principais eventos do 16°
Salão.
1990
- As mostras de trabalho de Paulo Caruso, Santiago,
Editora Circo e xilogravuras de Rubens Grillo foram
os principais eventos do 17° Salão.
1991
- O 18° Salão promoveu um debate no SESC
Pompéia, em São Paulo, com a participação
de editores do jornal Folha de São Paulo, revista
Playboy e Revista Gráfica, de Curitiba.
1992
- Os "500 Anos de Descobrimento da América"
foi o tema do cartaz oficial idealizado pelo cartunista
Nássara. O 19° trouxe para o Brasil uma mostra
do argentino Mordillo.
1993
- As mostras paralelas "As Caricaturas dos Presidentes
do Brasil". "Capas da Revista Veja",
"Cartazes da Comédia do Cinema Brasileiro",
e "Mais Argentinos na Nossa Praia", com a
presença de onze dos maiores nomes da Argentina
- atraíram o público da 20° edição
do Salão. Pela primeira vez, um piracicabano
foi o autor do cartaz: Eduardo Grosso.
1994
- Durante o 21° Salão, o acervo "Vinte
Anos de Humor de Piracicaba" foi exibido no Centro
de Recoleta de Buenos Aires, Argentina. O cartaz foi
realizado pela primeira vez por um artista gráfico
estrangeiro: Hermelindo Sábat.
1995
- A grande novidade deste ano foi a concessão
da Medalha "Reginaldo Fortuna" aos maiores
destaques do humor da cultura do país, entre
eles os cartunistas Jaguar, Claudius, Ziraldo e Millôr
Fernandes; o palhaço Arrelia e a comediante Dercy
Gonçalves.
1996
- Além da inovação com o Prêmio
Internet, o Salão recebeu uma homenagem dos Correios
e da Caixa Econômica Federal pelos seus 23 anos
de existência. Foram criados carimbos filatélicos
com logotipo do evento e bilhetes da Loteria Federal,
com ilustração de cartuns já premiados.
1997
- Na 24° edição do Salão tivemos
a presença do cartunista cubano Tommy. Foram,
ainda, homenageados os cartunistas: Zalla, Dino e Miécio
Café.
1998
- Homenagem merecida - O principal homenageado do 25°
Salão, que aconteceu de 29 de agosto a 12 de
outubro, foi o cartunista e artista plástico
Zélio Alves Pinto, um dos maiores incentivadores
do Salão. Nesta edição, também
foram homenageadas com a medalha Jubileu de Prata, as
pessoas que prestaram serviço ao Salão
ao longo de sua história. Os três cartunistas
mais idosos foram homenageados com a medalha Fortuna:
Flávio Colin, Gerda Bertrani e Edmondo Biganti.
A mostra principal do Salão de Humor passou a
ser no Armazém 14 do Engenho Central, espaço
do Centro Nacional de Documentação, Pesquisa
e Divulgação de Humor de Piracicaba, inaugurado
na abertura do evento.
Nessa edição, o Salão de Humor
teve a participação de 578 artistas, 1.228
trabalhos, de 43 países, 17 estados brasileiros
e 112 cidades. Foram selecionados 218 trabalhos, sendo
118 cartuns, 5 Internet, 23 histórias em quadrinhos,
38 caricaturas e 34 charges. A mostra principal recebeu
58.601 visitantes e as exposições paralelas,
cerca de 160 mil pessoas.
1999
- O destaque foi a presença do cartunista belga
Luc Descheemaeker (O-Sekoer), que participou do Júri
de Premiação e de uma mostra paralela
intitulada "Vitaminas de Humor da Bélgica".
Outro destaque foi o Baile do Bom Humor, realizado com
total sucesso na praça central de Piracicaba,
reunindo mais 3.500 pessoas.
As 12 exposições foram visitadas por mais
de 150 mil pessoas e a mostra principal, por 45.210.
Foram apresentados quatro espetáculos teatrais
(um infantil), uma palestra para a terceira idade e
outra para profissionais de saúde, relacionadas
ao humor.
O lançamento de oito livros e a presença
do jornalista piracicabano, Roberto Cabrini, da Rede
Globo, como mestre de cerimônia, marcaram a cerimônia
de abertura do Salão de Humor. Pelo segundo ano
consecutivo, os comerciantes aderiram ao Concurso Humor
do Comércio, que premiou as vitrines mais criativas.
As crianças e adolescentes das escolas particulares
e da rede pública e municipal de ensino foram
prestigiadas com a Oficina Estudantil de Humor, que
culminou com uma exposição dos melhores
desenhos.
2000
- A abertura contou com a apresentação
do ilusionista Carlos Eduardo Hilsdorf, o lançamento
de 6 livros e a apresentação do cartum
vencedor do Prêmio Internet.
As exposições paralelas aconteceram no
Parque do Engenho Central e na Casa do Povoador que
acolheu a mostra "Arte Gráfica, Um Possível
Intercâmbio", com o caricaturista André
Carrilho e o quadrinhista José Rui, ambos portugueses.
O ponto alto foi a realização do Debate
"Direito de Autor e a Utilização
de Obras de Desenho na Internet", com o advogado
José Carlos Costa Netto. Crianças e os
adolescentes, 600 no total, participaram de oficinas.
2001
- O principal destaque da edição de número
28 foi a recuperação do Mural do Canecão,
pintado por Ziraldo em 1967 e a partir deste Salão
parte integrante do seu rico acervo. Também foram
realizadas 20 exposições paralelas à
mostra principal.
2002
- Homenagem ao cartunista Lan, que realizou uma exposição
paralela e confeccionou o cartaz da vigésima
nona edição. Entre as mostras paralelas,
destaque para a exposição com trabalhos
do século XIX e XX, que abordavam a vida do presidente
Prudente de Morais, na Casa do Povoador. E dos 22 anos
acompanhando o Salão, da diretora do Centro Nacional
de Humor, Maria Ivete Araújo.
2003
- O 30º Salão deu um grande passo para sua
modernização e várias propostas
para seu futuro foram discutidas em uma reunião
que contou com a presença de mais de 200 artistas.
Os destaques ficaram por conta da criação
do primeiro Salãozinho de Humor e as três
publicações coordenadas por Paulo Caruso,
o catálogo de 2003 e os livros Os Quinze
de Piracicaba e Piracicaba 30 anos de Humor,
um compêndio sobre a histórias do Salão,
desde sua criação.
2004
– A 31º edição foi um divisor
de águas na história do Salão ao
entrar em definitivo na era digital, com a criação
de um site próprio e oficial. Trazendo em seu
conteúdo a história dos 30 anos do mais
antigo salão de humor gráfico em atividade
no mundo, através de seu rico acervo, que possui
mais de 300 imagens.
A edição de 2004 também apresentou
uma exposição sobre os 60 anos de Henfil,
além de diversas outras exposições
paralelas.
2005 - Presidido pelo jornalista Paulo Markun, a edição foi marcada por instalações do ‘Shopping Daslula’, criação de Paulo Caruso, e as exposições ‘Pintá-lo e Bordallo’, mostra portuguesa comemorativa ao centenário da morte de Bordallo Pinheiro (1846-1905), e ‘Quixotadas’, em homenagem aos 400 anos da obra de Miguel de Cervantes, da Universidade de Alcalá - Espanha.
2006 - O Salão de número 33 foi aberto por Marcelo Mansfield, um dos fundadores do projeto humorístico Terça Insana e pela primeira vez trouxe ao Brasil uma exposição do Porto Cartoon, a mostra reuniu 50 obras pertencentes ao acervo do Museu que realiza um dos mais importantes Salões da Europa.
2007 - Foi criado o prêmio Zélio, um troféu definitivo aqueles que vencerem o Salão nas suas diversas categorias. O troféu é uma homenagem ao cartunista Zélio Alves Pinto, um dos maiores nomes do cartoon nacional e fundador e incentivador do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Ele acompanha o salão desde a sua primeira edição. Também foi criado um Conselho Consultivo que passa a cuidar do Salão para que sua história permaneça sempre viva e o Salão esteja cada vez mais consolidado. |