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 HISTÓRIA

O Salão Internacional de Humor de Piracicaba com 30 anos de realização foi criado para incentivar a descoberta de novos talentos do humor gráfico e das histórias em quadrinhos. Os temas predominantes na primeira década de existência do Salão eram aqueles que criticavam a ditadura militar vigente no País.

Considerado um dos Salões mais importantes do mundo no universo das artes gráficas, da indústria editorial e das HQs, ganhou projeção internacional há 25 anos.

O seu acervo é constituído de 290 trabalhos com grande valor histórico-analítico, retratando cada época e o sentimento que norteou a produção cultural, além da visão individual de cada cartunista.


O SALÃO - ANO A ANO

1974 - 1° Salão contou com o apoio do cartunista Zélio Alves Pinto, o qual convocou os amigos: Millôr Fernandes, Ziraldo, Fortuna, Jaguar, Ciça, Alcy e outros colaboradores e editores de O Pasquim, do Rio de Janeiro. Juntos, eles deram a força necessária para o primeiro impulso.

1975 - A vinda do artista Claude Moliterne da editora Dargand para uma palestra sobre "A Evolução do Desenho de Expressão Francesa", a convite do cartunista Zélio, foi um passo decisivo para que o evento ganhasse destaque internacional.

1976 - As participações de Dickinson, editor da Revista Punch, da Inglaterra; Aragonês, da revista MAD e Sábat, do Jornal La Nácion, da Argentina, confirmaram a importância do evento em nível internacional. Outro destaque especial do 3° Salão foi a presença de Pietro Maria Bardi, representante do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

1977 - A participação especial de Henfil foi destaque da quarta edição do evento, que passou a contar com o apoio da Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnológica do Governo do Estado de São Paulo.

1978 - Um dos destaques deste ano foi o lançamento do selo comemorativo do 5° Salão Internacional de Humor de Piracicaba pelos Correios do Brasil. Millôr Fernandes recebeu homenagem especial.

1979 - A exposição de cartazes de Saul Steiberg, com capas das revistas New York Times, realizada com a colaboração da Agência de Comunicação do Consulado dos Estados Unidos, foi uma das atrações do 6° Salão. O evento trouxe ainda uma mostra retrospectiva da "História em quadrinhos no Brasil" e do Humor Sindical. O acervo do Salão foi também exibido em Curitiba.

1980 - Durante o evento, foram exibidos trabalhos de desenho animado e de cinema de animação. A mulher foi o principal tema do 7° Salão.

1981 - A inauguração da sala de cinema Grande Otello, com a presença do ator durante a exibição do filme "Macunaima", foi o grande momento do evento. Neste ano, o Salão contou com apoio da Rede Globo, Banespa e Revista Careta.

1982 - O 9° Salão exibiu a exposição "30 anos de cartazes de Ziraldo", com a presença de Luís Fernando Veríssimo, Jaguar e Fortuna.

1983 - O 10° Salão promoveu um debate com o tema "O Humor e as Novas Gerações", com as participações de Angeli, Zélio, Glauco e Verissimo.

1984 - Os lançamentos dos livros "Chiclete com Banana", de Angeli e "Não tenho mais palavras" de Chico Caruso foram as atrações do 11° Salão, ao lado da exposição de trabalhos de Miguel Paiva para a revista Isto É. Foi realizado também o espetáculo "Um só" com Chico Anysio.

1985 - A mostra internacional da revista Linus, Editora Milano e Agência Queops, da Itália, foi a atração do 12° Salão. O evento contou com o apoio da VARIG e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

1986 - A exposição "Bar Brasil", de Paulo Caruso e um show com Jô Soares abriram o 13° Salão. Uma das novidades deste ano foi a contratação dos artistas premiados pelas revistas Isto É e Goumert Internacional.

1987 - Os temas predominantes do 14° Salão foram a "AIDS" e a "Constituinte". O show "Cem Anos de Corrupção", com Paulo e Chico Caruso, Luis Fernando Verissimo atraiu o público para o Teatro.

1988 - A mostra internacional da Revista Guambia, do Uruguai e o show com Chico Anysio, Sérgio Rabelo e Ary Toledo foram os destaques do 15° Salão.

1989 - A mostra "20 anos de Pasquim", "Humor na Publicidade" e "Amigo da Onça" de Pericles, foram os principais eventos do 16° Salão.

1990 - As mostras de trabalho de Paulo Caruso, Santiago, Editora Circo e xilogravuras de Rubens Grillo foram os principais eventos do 17° Salão.

1991 - O 18° Salão promoveu um debate no SESC Pompéia, em São Paulo, com a participação de editores do jornal Folha de São Paulo, revista Playboy e Revista Gráfica, de Curitiba.

1992 - Os "500 Anos de Descobrimento da América" foi o tema do cartaz oficial idealizado pelo cartunista Nássara. O 19° trouxe para o Brasil uma mostra do argentino Mordillo.

1993 - As mostras paralelas "As Caricaturas dos Presidentes do Brasil". "Capas da Revista Veja", "Cartazes da Comédia do Cinema Brasileiro", e "Mais Argentinos na Nossa Praia", com a presença de onze dos maiores nomes da Argentina - atraíram o público da 20° edição do Salão. Pela primeira vez, um piracicabano foi o autor do cartaz: Eduardo Grosso.

1994 - Durante o 21° Salão, o acervo "Vinte Anos de Humor de Piracicaba" foi exibido no Centro de Recoleta de Buenos Aires, Argentina. O cartaz foi realizado pela primeira vez por um artista gráfico estrangeiro: Hermelindo Sábat.

1995 - A grande novidade deste ano foi a concessão da Medalha "Reginaldo Fortuna" aos maiores destaques do humor da cultura do país, entre eles os cartunistas Jaguar, Claudius, Ziraldo e Millôr Fernandes; o palhaço Arrelia e a comediante Dercy Gonçalves.

1996 - Além da inovação com o Prêmio Internet, o Salão recebeu uma homenagem dos Correios e da Caixa Econômica Federal pelos seus 23 anos de existência. Foram criados carimbos filatélicos com logotipo do evento e bilhetes da Loteria Federal, com ilustração de cartuns já premiados.

1997 - Na 24° edição do Salão tivemos a presença do cartunista cubano Tommy. Foram, ainda, homenageados os cartunistas: Zalla, Dino e Miécio Café.

1998 - Homenagem merecida - O principal homenageado do 25° Salão, que aconteceu de 29 de agosto a 12 de outubro, foi o cartunista e artista plástico Zélio Alves Pinto, um dos maiores incentivadores do Salão. Nesta edição, também foram homenageadas com a medalha Jubileu de Prata, as pessoas que prestaram serviço ao Salão ao longo de sua história. Os três cartunistas mais idosos foram homenageados com a medalha Fortuna: Flávio Colin, Gerda Bertrani e Edmondo Biganti.

A mostra principal do Salão de Humor passou a ser no Armazém 14 do Engenho Central, espaço do Centro Nacional de Documentação, Pesquisa e Divulgação de Humor de Piracicaba, inaugurado na abertura do evento.

Nessa edição, o Salão de Humor teve a participação de 578 artistas, 1.228 trabalhos, de 43 países, 17 estados brasileiros e 112 cidades. Foram selecionados 218 trabalhos, sendo 118 cartuns, 5 Internet, 23 histórias em quadrinhos, 38 caricaturas e 34 charges. A mostra principal recebeu 58.601 visitantes e as exposições paralelas, cerca de 160 mil pessoas.

1999 - O destaque foi a presença do cartunista belga Luc Descheemaeker (O-Sekoer), que participou do Júri de Premiação e de uma mostra paralela intitulada "Vitaminas de Humor da Bélgica". Outro destaque foi o Baile do Bom Humor, realizado com total sucesso na praça central de Piracicaba, reunindo mais 3.500 pessoas.

As 12 exposições foram visitadas por mais de 150 mil pessoas e a mostra principal, por 45.210. Foram apresentados quatro espetáculos teatrais (um infantil), uma palestra para a terceira idade e outra para profissionais de saúde, relacionadas ao humor.

O lançamento de oito livros e a presença do jornalista piracicabano, Roberto Cabrini, da Rede Globo, como mestre de cerimônia, marcaram a cerimônia de abertura do Salão de Humor. Pelo segundo ano consecutivo, os comerciantes aderiram ao Concurso Humor do Comércio, que premiou as vitrines mais criativas.

As crianças e adolescentes das escolas particulares e da rede pública e municipal de ensino foram prestigiadas com a Oficina Estudantil de Humor, que culminou com uma exposição dos melhores desenhos.

2000 - A abertura contou com a apresentação do ilusionista Carlos Eduardo Hilsdorf, o lançamento de 6 livros e a apresentação do cartum vencedor do Prêmio Internet.

As exposições paralelas aconteceram no Parque do Engenho Central e na Casa do Povoador que acolheu a mostra "Arte Gráfica, Um Possível Intercâmbio", com o caricaturista André Carrilho e o quadrinhista José Rui, ambos portugueses.

O ponto alto foi a realização do Debate "Direito de Autor e a Utilização de Obras de Desenho na Internet", com o advogado José Carlos Costa Netto. Crianças e os adolescentes, 600 no total, participaram de oficinas.

2001 - O principal destaque da edição de número 28 foi a recuperação do Mural do Canecão, pintado por Ziraldo em 1967 e a partir deste Salão parte integrante do seu rico acervo. Também foram realizadas 20 exposições paralelas à mostra principal.

2002 - Homenagem ao cartunista Lan, que realizou uma exposição paralela e confeccionou o cartaz da vigésima nona edição. Entre as mostras paralelas, destaque para a exposição com trabalhos do século XIX e XX, que abordavam a vida do presidente Prudente de Morais, na Casa do Povoador. E dos 22 anos acompanhando o Salão, da diretora do Centro Nacional de Humor, Maria Ivete Araújo.

2003 - O 30º Salão deu um grande passo para sua modernização e várias propostas para seu futuro foram discutidas em uma reunião que contou com a presença de mais de 200 artistas.

Os destaques ficaram por conta da criação do primeiro Salãozinho de Humor e as três publicações coordenadas por Paulo Caruso, o catálogo de 2003 e os livros “Os Quinze de Piracicaba” e “Piracicaba 30 anos de Humor”, um compêndio sobre a histórias do Salão, desde sua criação.

2004 – A 31º edição foi um divisor de águas na história do Salão ao entrar em definitivo na era digital, com a criação de um site próprio e oficial. Trazendo em seu conteúdo a história dos 30 anos do mais antigo salão de humor gráfico em atividade no mundo, através de seu rico acervo, que possui mais de 300 imagens.

A edição de 2004 também apresentou uma exposição sobre os 60 anos de Henfil, além de diversas outras exposições paralelas.

2005 - Presidido pelo jornalista Paulo Markun, a edição foi marcada por instalações do ‘Shopping Daslula’, criação de Paulo Caruso, e as exposições ‘Pintá-lo e Bordallo’, mostra portuguesa comemorativa ao centenário da morte de Bordallo Pinheiro (1846-1905), e ‘Quixotadas’, em homenagem aos 400 anos da obra de Miguel de Cervantes, da Universidade de Alcalá - Espanha.

2006 - O Salão de número 33 foi aberto por Marcelo Mansfield, um dos fundadores do projeto humorístico Terça Insana e pela primeira vez trouxe ao Brasil uma exposição do Porto Cartoon, a mostra reuniu 50 obras pertencentes ao acervo do Museu que realiza um dos mais importantes Salões da Europa.

2007 - Foi criado o prêmio Zélio, um troféu definitivo aqueles que vencerem o Salão nas suas diversas categorias. O troféu é uma homenagem ao cartunista Zélio Alves Pinto, um dos maiores nomes do cartoon nacional e fundador e incentivador do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Ele acompanha o salão desde a sua primeira edição. Também foi criado um Conselho Consultivo que passa a cuidar do Salão para que sua história permaneça sempre viva e o Salão esteja cada vez mais consolidado.